Os trabalhadores da Santa Casa de Leme, que haviam anunciado greve para esta terça-feira,10 de julho, adiaram a paralisação de suas atividades para o dia 17 de julho (terça-feira), dando mais uma oportunidade para que o hospital faça uma nova proposta para assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que agrega as normas a serem cumpridas pelo estabelecimento de saúde no período de um ano, já que a data-base da categoria é 1º de junho. “Estamos dando um voto de confiança para a Santa Casa, concedendo mais uma semana até que uma proposta melhor seja encaminhada para o Sindicato e todos sejam beneficiados. Os funcionários com melhores condições de trabalho e o hospital com mais qualidade no atendimento prestado”, salienta o diretor do Sinsaúde, Gilson Aparecido Furlan. A greve foi declarada após a Santa Casa encaminhar uma proposta considerada inaceitável pelos trabalhadores, com reajuste salarial de apenas 7%, o que não condiz com as necessidades atuais dos trabalhadores. Atualmente um funcionário do setor de apoio e manutenção recebe R$ 620,60 e um auxiliar de enfermagem R$ 757,28. Devido à situação que enfrentam no ambiente de trabalho, os trabalhadores reivindicam 14% de aumento, plano de saúde para empregados e dependentes, fim da terceirização no setor de nutrição e dietética, adicional por tempo de serviço, melhoria na cesta básica de alimentos, concessão de uma folga a mais, aumento do quadro de funcionários e manutenção de todos os benefícios já conquistados em acordos celebrados anteriormente. “A Santa Casa opera com um número reduzido de funcionários na enfermagem, sendo que estes profissionais ainda têm que realizar funções que não são destinadas a eles, como servir a alimentação aos pacientes. Isto porque o hospital demitiu todas as copeiras que trabalhavam no estabelecimento, atribuindo ao setor de enfermagem, que já está sobrecarregado e desfalcado, mais esta função”, explica a presidente do Sindicato da Saúde em Araras, Tereza Mendes, reforçando que, caso as reivindicações não sejam atendidas, os trabalhadores vão paralisar suas atividades a partir do dia 17 de julho (terça-feira), às 6 horas.
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